A França anunciou na terça-feira (29) que enviou especialistas nucleares ao Japão para ajudar com o problema da usina nuclear danificada em Fukushima e que o presidente Nicolas Sarkozy irá a Tokyo esta semana, o primeiro líder estrangeiro a visitar o país desde o terremoto deste mês.
Também em seu papel de presidente dos agrupamentos econômicos G20 e G8, Sarkozy vai se reunir na quinta-feira com o primeiro-ministro Naoto Kan e com franceses radicados no Japão, depois de abrir um seminário do G20 em Nanjing, China, sobre a reforma monetária global.
A França é o país do mundo mais dependente da energia nuclear -cerca de 75 por cento da energia que consome vem de 58 reatores nucleares espalhados pelo país- e está vendendo em todo o mundo reatores produzidos pela estatal Areva.
"Enviamos dois especialistas, um do CEA e outro da Areva, para transmitir nossa experiência com o bombeamento e tratamento de água radiativa", disse a jornalistas a ministra francesa do Meio Ambiente, Nathalie Kosciusko-Morizet.
Os dois especialistas trabalharão no escritório da Areva em Tokyo, em cooperação com a operadora da usina, a Tokyo Electric Power Company (Tepco), e não na própria usina, informou uma representante da Areva.
A Areva tem uma joint venture com a Mitsubishi para a produção de bastões de combustível nuclear e tem 100 funcionários no Japão, em sua maioria vendedores.
A crise japonesa acontece em um momento delicado para a indústria nuclear francesa, um dos poucos setores em que o país pode legitimamente ser descrito como líder mundial.