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Publicado em  23/12/2010 15:28

Seul faz maior mobilização militar desde a guerra

As três forças armadas sul-coreanas usarão munição real na maior mobilização do país feita depois da Guerra da Coreia

Coréia do Sul - Reuters

A Coreia do Sul anunciou na quarta-feira (22) que prepara o maior exercício militar marítimo-terrestre da sua história, com uso de munição real, perto da Coreia do Norte, num momento em que a tensão na região começava a diminuir depois do ataque norte-coreano a uma ilha do Sul.

A Coreia do Sul já fez disparos de artilharia na segunda-feira (20) na ilha de Yeonpyeong, a mesma que foi atacada pelo Norte em novembro, causando quatro mortes. Na quinta-feira (23), Seul deve mobilizar artilharia, caças e o maior contingente já reunido num exercício em tempos de paz.

O Ministério de Defesa sul-coreano disse também que de quarta a sexta-feira (24) o país realiza exercícios navais na costa leste da península. A agência de notícias Yonhap afirmou que a atividade, também com munição real, ocorre cem quilômetros ao sul da fronteira marítima com o Norte, e envolve pelo menos seis embarcações.

O general sul-coreano Ju Eun-shik disse em nota que a Coreia do Sul irá "impor um golpe punitivo" se a Coreia do Norte repetir qualquer agressão ao Sul.

O regime norte-coreano não se manifestou, e a KCNA, agência oficial de notícias do governo, priorizou a cobertura de uma visita do líder Kim Jong-il a uma central elétrica.

Um oficial do Exército sul-coreano admitiu que os exercícios são "uma demonstração de força" em reação ao bombardeio norte-coreano de novembro. Acrescentou que atividades como essa já foram realizadas em mais de 50 ocasiões, mas nunca nessa escala.

"Quando normalmente teríamos seis artilharias mecanizadas K-9, teremos 36. Teremos os jatos F-15 disparando. Teremos helicópteros. Pode-se dizer que a maior parte dos equipamentos mecanizados que participarem estará disparando munição real".

A atividade terrestre ocorrerá na região de Pochoen, menos de 50 quilômetros ao norte do centro de Seul.

O bombardeio norte-coreano a Yeonpyeong foi o mais grave incidente desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53), e matou quatro pessoas, inclusive dois civis.

Na segunda-feira, a Coreia do Norte reagiu verbalmente aos treinamentos com munição real da Coreia do Sul em Yeonpyeong, e ameaçou atacar se os exercícios prosseguissem. Analistas dizem que a opção mais provável do Norte seria realizar seus próprios exercícios militares ou testar um míssil de curto alcance na sua costa oeste.

A China, única aliada relevante da Coreia do Norte no mundo, fez um apelo por diálogo para resolver a crise, e estimulou Pyongyang a cumprir a recente promessa de autorizar a volta de inspetores da ONU às suas instalações nucleares.


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COMENTÁRIOS
sen (Quinta-Feira, 23 de Dezembro de 2010, 19:06:03) x 189
Professor sul-coreano dá ótima entrevista sobre o assunto:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101128/not_imp646353,0.php

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