Simpatizantes do WikiLeaks aparentemente atacaram os sites do Ministério Público sueco e da MasterCard em retaliação às iniciativas contra Julian Assange, fundador do WikiLeaks, que tem divulgado despachos diplomáticos sigilosos dos Estados Unidos, causando constrangimento ao governo norte-americano dentre outros países.
O Ministério Público sueco informou ter denunciado o ataque online à polícia. A ordem de prisão de Assange, fundador do WikiLeaks, emitida pelo órgão por acusações de crimes sexuais, levou uma corte britânica a mantê-lo detido.
"Claro, é fácil pensar que há uma conexão com o WikiLeaks, mas não podemos confirmar isso", disse o editor de web do Ministério Público, Fredrik Berg.
Os simpatizantes de Assange também se voltaram contra o site corporativo da empresa de cartão de crédito MasterCard, numa aparente retaliação pelo fato de a companhia ter bloqueado as doações ao site WikiLeaks.
"Temos o prazer de lhes contar que site da MasterCard caiu e está confirmado!", dizia uma mensagem no Twitter de um grupo autointitulado AnonOps, que afirma lutar contra a censura e o "copywrong".
Mark Stephens, o principal advogado de Assange em Londres, negou que o criador do WikiLeaks tenha ordenado os ataques.
A MasterCard disse que seus sistemas não foram comprometidos classificando como "um esforço concentrado de inundar nosso site corporativo com acesso lento".
"Estamos trabalhando para restabelecer nosos níveis de serviços normais", disse a empresa em comunicado.