Nascido em 27 de agosto de 1928 em Kyoto (Japão), Osamu Shimomura cursou Farmácia em Nagasaki e, a partir de 1951, foi assistente nesse departamento por quatro anos. Em 1955 o jovem cientista voltou-se para a química orgânica.
A partir de 1960 foi o primeiro cientista a observar a "Aequorea victoria", uma água-viva luminescente que vive no Pacífico Norte e a base de um trabalho que se tornou a obra de sua vida e lhe valeu o Nobel.
Os norte-americanos Roger Tsien e Martin Chalfie, que dividiram o prêmio com Shimomura, são os seguidores de seu trabalho.
Chalfie, nascido em 1947 e professor de Biologia da Universidade de Columbia, Nova York, concebeu, no final dos anos 80, as aplicações que poderiam ter esta proteína milagrosa para a biomedicina.
Conseguiu, em especial, identificar o gene que controla a GFP, o que facilitou sua utilização em laboratórios, em especial na pesquisa do verme C. elegans.
A fluoresência da GPF tornou possível localizar proteínas em células e rastear seus deslocamentos.
Roger Tsien, nascido em 1952 e professor desde 1989 da Universidade da Califórnia, ampliou ainda mais os alcances dessa descoberta ao conseguir cores ainda mais intensas.
Agora os pesquisadores podem, graças à GFP, seguir a evolução das células, por exemplo, os danos causados pelo Mal de Alzheimer.