Vestígios extremamente baixos de iodo radioativo foram detetados em Seul e noutros locais da Coreia do Sul, após o acidente nuclear de Fukushima, no Japão, indicaram as autoridades do país, que decidiram testar os peixes pescados nas suas águas territoriais.
O Instituto coreano para a segurança nuclear indicou ter detectado vestígios de iodo 131 em Seul e em sete outros locais do país, mas essas quantidades são tão baixas que não apresentam no imediato qualquer perigo para a saúde pública e para o ambiente.
A Coreia do Sul começou sexta-feira a testar os peixes apanhados nas suas próprias águas, para verificar que não sofrem de qualquer contaminação radioativa (césio, iodo e outras substâncias radioativas), indicou hoje o ministério da Agricultura.
“Nenhum vestígio radioativo foi encontrado até ao momento nos nossos peixes ou naqueles que foram importados do Japão”, indicou um responsável do ministério.
Os testes devem ser realizados a um ritmo semanal mas a sua frequência será aumentada se a crise nuclear no Japão se agravar, acrescentou.
Dois grandes atacadistas da Coreia do Sul, país geograficamente mais próximo do Japão, suspenderam as vendas de peixes japoneses.
Seul já proibiu a importação de certos alimentos (legumes, leite) provenientes das prefeituras situadas perto da central nuclear de Fukushima.
Além disso, a Coreia do Sul iniciará no próximo mês um vasto programa de revisão dos seus 21 reatores nucleares, que produzem 35 por cento da eletricidade do país.