Para cumprir a meta do governo de reduzir em 25% a emissão de gases poluentes até 2020 ante o nível de 1990, o Ministério da Economia, Comércio e Indústria pretende estimular a venda de carros elétricos e outros modelos ecológicos. O plano do governo é fazer com que esses veículos representem 50% do total de carros novos vendidos em 2020, e 70% em 2030.
As novas estratégias para o futuro do mercado automobilístico do país devem ser incluídas no relatório sobre as medidas para aumentar a competitividade da indústria japonesa, que está sendo elaborado pelo ministério.
A popularização dos carros menos poluentes, que incluem veículos híbridos e elétricos, é considerada imprescindível pelo governo para atingir a meta de redução de gases poluentes.
Os carros híbridos, que combinam um motor elétrico e outro de combustão, cresceram no mercado japonês no ano passado, graças a subsídios e redução de impostos oferecidos pelo governo.
No ano fiscal de 2009, esse tipo de veículo vendeu mais de 300 mil unidades. O governo quer aumentar esse número para 1,2 milhão até 2020.
Os carros elétricos, por sua vez, ainda não fazem tanto sucesso comercial quanto os híbridos, com vendas de menos de 2 mil unidades. A meta do ministério é elevar esse volume para 800 mil, e a quantidade total em circulação no país para 2 milhões nos próximos dez anos.
Um dos empecilhos para o crescimento dos carros elétricos é a falta de estrutura para abastecimento nas ruas. Por isso, o governo quer equipar 2 milhões de residências no país com recarregadores de bateria de carro elétrico até 2020.
Além disso, quer aumentar postos de abastecimento com recarregadores capazes de carregar a bateria em 15 minutos com energia sufuciente para percorrer 80 quilômetros. Atualmente há apenas 1,5 mil equipamentos desse tipo em operação no país. Para elevar o número para 5 mil, o governo estuda aumentar a ajuda fi nanceira para instalação desse tipo de aparelho.
O preço alto dos veículos elétricos é outra barreira. Carros desse tipo custam em média ¥ 4 milhões, o dobro dos modelos híbridos mais vendidos. A principal causa do encarecimento são as baterias de íon-lítio. Por isso, o governo pretende dar apoio ao desenvolvimento da tecnologia para reduzir o custo de produção das baterias.