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© 2007 Japan Aerospace Exploration Agency
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A Terra, vista a uma distância de 110 mil quilômetros: imagem feita pela câmera hi-vision acoplada à sonda Kaguya
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A primeira sonda espacial japonesa "Kaguya" foi colocada na órbita da Lua com sucesso para estudar o satélite por um ano, informou ontem a Agência de Exploração Espacial do Japão (Jaxa, em inglês).
Kaguya, também conhecida como SELENE (iniciais de Selenological and Engineering Explorer), alcançou a órbita lunar às 6h20 de quinta-feira e deve se aproximar progressivamente da Lua para se estabilizar, no dia 19, em uma órbita circular de observação, situada a 100 km do solo.
Depois de estabilizar a posição, a sonda principal deverá lançar dentro de alguns dias dois pequenos satélites anexos não-motorizados - o Relau e o Vrad - graças a um mecanismo complexo inédito, em uma operação de alto risco. A partir de dezembro, esses satélites observarão a superfície lunar de diferentes órbitas elípticas.
A missão japonesa tem como principal objetivo entender melhor a origem e a evolução da Lua com a ajuda de 15 instrumentos de medição embarcados nessa sonda lançada no último dia 14 de setembro por um foguete japonês H-2A.
"Kaguya" (nome de uma princesa de um tradicional conto japonês) permitirá recolher informação sobre a cartografia lunar para estudar sua composição mineral, estrutura e geografia, assim como o campo de gravidade e os vestígios de seu campo magnético.
Os cientistas japoneses também querem confirmar ou refutar a hipótese segundo a qual existiria água em forma de gelo nos polos de nosso satélite.
O ambicioso projeto, considerado o mais complexo desde o lançamento do Apolo (1969), custou ¥ 55 bilhões (US$480 milhões), em parte financiados pela companhia privada Mitsubishi Heavy Industries.