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Bloomberg News
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No começo de janeiro, Steve Jobs, o CEO da empresa americana de eletrônicos, apresentou um novo produto que promete ser tão revolucionário quanto o iPod. O iPhone, aparelho de celular da Apple, ainda é um protótipo, que só chegará ao mercado americano em junho (no Japão ele será lançado em 2008, mas não existe previsão de que ele chegue ao Brasil). Mas, meses antes de invadir as prateleiras, o aparelhinho já está dando o que falar.
Isso porque o iPhone não é simplesmente um celular. É uma mistura entre um PDA, um iPod e um telefone. Ele tem 8 gigas de memória para armazenar músicas, fotos e vídeos, navega na internet e, só como um complemento, faz ligações. Mas a grande revolução do aparelho é a sua tela sensível ao toque. O iPhone não tem um teclado. Todos os comandos são feitos com os dedos sobre a tela. Além disso, graças ao sensor de movimentos, quando você vira o iPhone de vertical para horizontal a imagem ou o vídeo que está na tela se adapta à posição.
O aparelho também torna mais fáceis toda as coisas que já existiam nos celulares. As mensagens de texto e de voz são armazenadas como na caixa de e-mail. A tela tem 3,5 polegas - o dobro do tamanho da tela do smartphone da Nokia. Fora isso, o iPhone funciona com o mesmo sistema operacional dos Macintosh, o Mac OS X, e tem câmera fotográfica de 2.0 megapixels. As funções são tantas que todas as peças, idealizações e softwares embutidos no aparelho geraram 200 novas patentes - o dobro do que o Brasil registra em um ano.
Quando lançou o iPod, em 2001, a Apple mudou completamente a relação das pessoas com a música digital. O navegador circular do mp3 player fez com que não fosse um martírio ter que achar uma música entre milhares que podem ser armazenadas em seus 60 gigas de memória. A revolução do iPod fez com que se tornasse popular pagar pelo download de músicas e propiciou até o surgimento de uma nova mídia, o podcast.
Mas, os especialistas não têm certeza se o iPhone vai mudar tanto o cotidiano das pessoas quanto o iPod. Apesar de ser inegável que o aparelho é uma revolução em relação aos celulares que existem no mercado, ele ainda é muito caro. A Apple divulgou que o preço da versão de 8G será de 599 dólares, pelo menos 200 dólares mais caro que um celular convencional. Além disso, até agora a empresa tinha domínio completo sobre o seu aparelho - ela é responsável não só pelo iPod, mas também pelos softwares necessários para ele funcionar e pela loja que vende o download de músicas. Mas, para o iPhone funcionar, a Apple vai depender das operadoras de telefonia móvel. Nos Estados Unidos, a empresa fez um contrato com a Cingular - ou seja, qualquer pessoa que queira ter um iPhone será obrigada a fazer contrato com essa operadora.
Apesar de a Apple ter anunciado que o iPhone deve chegar ao Japão no ano que vem, ainda não há acordo com nenhuma operadora do país. Mas, como a Docomo possui o Napster e a Au, o Lismo, com funções semelhantes ao iPod, os especialistas acham difícil que essas empresas façam parceria com a Apple. Por outro lado, o presidente da Softbank esteve presente no envento de lançamento do iPhone, mas não fez comentários.