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Thassia Ohphata/IPCJAPAN
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Sem poder trabalhar como antes, Reginaldo Gaspar tem vivido com suas economias e com a ajuda da ex-esposa e de amigos
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Reginaldo Donizete Gaspar, 34, de Isesaki (Gunma), está sem trabalhar há seis meses. Em dezembro, ele sofreu um acidente na fábrica em que trabalhava em Ota (Gunma). Na ocasião, Gaspar fraturou três dedos da mão direita numa prensa de chapas de ferro. Hoje, ele ainda sofre com as seqüelas do acidente. Dois dedos continuam fraturados e com dificuldades de movimento. "Já procurei três médicos e estou com uma segunda cirurgia marcada", diz. A cirurgia ocorreu pouco tempo após a entrevista ao International Press.
Desde então, o brasileiro, que trabalhou seis meses em uma empresa de peças para construção de casas, tenta conseguir receber o seguro de acidente de trabalho (roosai hoken). Até fevereiro, o salário dele foi pago normalmente pela empreiteira através da qual trabalhava. "A partir daí, o pagamento, cerca de 60% do salário, seria feito por meio do roosai, mas estou até hoje sem receber. Não sei por qual motivo, a inspetoria não libera o meu pagamento e diz que o meu caso está em fase de investigação", explica.
Separado, Gaspar cuida sozinho do filho de 6 anos, e, desde então, vive com as economias de sete anos de Japão. O trabalhador também conta com a ajuda da ex-esposa e de amigos. "Cheguei a procurar outro serviço, mas a fábrica não me aceitou por causa do meu estado", afirma. "Já procurei a Hello Work (agência pública de empregos), a Inspetoria de Normas Trabalhistas (kantokusho) e até sindicatos de trabalhadores, mas até agora nada foi resolvido. Também já consultei advogados e não sei mais onde posso recorrer", lamenta.
SEGURO
Casos como o de Gaspar não são raros. Em situações como essa, o empregado poderá receber os benefícios do seguro de acidente de trabalho (roosai hoken). A cobertura do seguro ainda inclui casos de doença, falecimento devido ao trabalho e acidente no percurso entre a casa e a firma.
Em caso de acidente, o funcionário precisa verificar se a empresa está cadastrada no roosai hoken. O cadastro da empresa é obrigatório e a porcentagem da taxa de contribuição deste seguro é definida de acordo com o grau de periculosidade do ramo de atividade de companhia. Essa taxa é arcada em sua totalidade pela empresa, sem cobrança ao trabalhador.
O seguro cobre todo o tratamento médico-hospitalar (ryooyoo kyuufu) até a recuperação total do funcionário. Caso fique impossibilitado de trabalhar por um certo período, terá o direito a receber 60% da remuneração básica a partir do quarto dia do acidente.