Consulta*:
Sou mãe solteira e vim ao Japão há 10 anos, juntamente com meus filhos, na época, uma menina de 5 anos e um menino de 3 anos. Meus filhos sempre estudaram na escola municipal e por não haver brasileiros a nossa volta as crianças só falam a lingua japonesa.
Minha filha de 15 anos estava namorando um rapaz japones de 21 anos de idade e de reputação um tanto quanto duvidosa. Em um relacionamento de apenas 3 meses ficou grávida, e ao saber da situação entrou em choque e me comunicou o fato. Quando o rapaz soube da gravidez decidiu se casar com a minha filha, porem ela ainda em estado de choque rompeu definitivamente a relação com o rapaz e disse determinantemente que vai ter a criança de qualquer maneira. No momento não quer nem ouvir no nome do rapaz e nem quer encontra-lo para poder dialogar sobre o assunto.
Diante da situação surgiram algumas dúvidas, e me consultei com um advogado ao qual fui orientada a solicitar o reconhecimento de paternidada, pois assim teria como exigir a pensão alimentícia. Porém, se a crinça for reconhecida juridicamente, ao darmos entrada no registro da criança no Consulado do Brasil, obviamente constará o nome do pai no registro de nascimento. No futuro ao retornarmos ao nosso país podemos ter problemas para podermos viajar dentro do Brasil, pois para as crianças menores de idade há a necessidade de obter a autorização de viagem do pai/mãe ausente e minha casa fica no interior de São Paulo. Por outro lado há a possibilidade de perdermos completamente o contato com o pai desta criança e de não ter como solicitar a autorização de viagem, como podemos fazer neste caso? Como podemos proceder neste sentido?
Resposta:
O namorado de sua filha tem intenção de se casar, os pais de ambos os lados deveriam conversar e ensinar a importancia da família. Todos juntos devem pensar com seriedade no futuro da criança que está para nascer (não se deixar levar pela situação atual) e a sua responsabilidade é de orientar esses jovens.
Quanto a leis e sistemas, um profissional poderá lhe dar informações precisas. No Japão no que se refere a lei para crianças muitas vezes não funcionam devidamente, e por se tratar de problemas familiares,pensar muito bem antes de dizer algo e ser bastante prudente nos seus atos.
Pela sua experiencia, de ser mãe solteira com dois filhos para criar deve saber melhor do que qualquer outra pessoa as dificuldades que teve que enfrentar. Por sua filha ainda ser menor de idade fica ao encargo da mãe a responsabilidade de orienta-la, e pesar os prós e contras da situação, dando apoio o suficiente para que possam juntas enfrentar a situação. Lembre-se que a criança que vai nascer não tem culpa da situação, pensar muito bem pois o futuro da criança é que está sendo decidido.
[Pensar no futuro, antes do presente]
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