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Publicado em  02/03/2007 18:14

Associação de Nikkeis realiza seminário anual

Seminário explicou o que acontece com jovens estrangeiros que cometem crimes

Kanto , Tokyo - Kunihiro Otsuka/ipcdigital.com

O que acontece com o menor estrangeiro caso ele se envolva com crimes no Japão? Esse foi um dos assuntos abordados no seminário anual que é realizado pela Associação de Nikkeis no Exterior, no dia 23, em Yokohama (Kanagawa), no Centro Internacional da Jica (Agência de Cooperação Internacional do Japão). O encontro é direcionado àqueles que prestam consultas a moradores estrangeiros sobre a vida cotidiana no Japão, como prefeituras, associações internacionais e outras entidades. O seminário deste ano teve como tema principal a questão da "criminalidade".

Para explicar o processo policial em caso de criminalidade juvenil, foi convidado o superintendente técnico do Centro de Treinamento Juvenil de Kurihama (Kanawaga), Tsuyoshi Murohashi. A instituição trabalha com a reabilitação de menores e se tornou a primeira do Japão a receber estrutura especial para atender estrangeiros com menos de 20 anos, em 1993. Até o final do ano passado, o centro recebeu no total 266 menores, entre eles, 221 brasileiros, que representam 83,1%. Atualmente, estão internados na instituição 14 jovens, incluindo 11 brasileiros.  

Aula de idioma   

Segundo Murohashi, um dos motivos da grande concentração de menores brasileiros no centro é que o local só aceita infratores com o visto em dia. "Os estrangeiros sem visto, como acontece com muitos chineses, são encaminhados para outro tipo de instituição e depois são deportados", disse. Os jovens com nacionalidades norte-coreana e sul-coreana, que também representam boa parte dos menores criminosos, não têm problema de comunicação em idioma japonês e por isso são enviados para instituições comuns.

Os jovens do centro de Kurihama dedicam grande parte do tempo para o estudo de língua japonesa. "É um instrumento muito importante para eles conseguirem emprego no Japão depois de que saírem. O problema de comunicação é uma das grandes causas que leva os menores estrangeiros à criminalidade", disse Murohashi.

Hoje há mais nove centros masculinos de reabilitação que possuem cursos especiais para atender jovens estrangeiros e outros dois femininos.


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