Língua japonesa


Publicado em  26/11/2007 0:30

Idioma japonês pode abrir portas para o futuro

Brasileiros se preparam para fazer o teste de proficiência do idioma japonês e conquistar o sonhado diploma

Kanto , Tokyo - Julio C. Caruso/ipcdigital.com

Julio C. Caruso/ipcdigital.com
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Fhabio e Erick estudam japonês e garantem que é bom ter o certificado para valorizar o currículo

O Teste de Proficiência em Língua Japonesa, organizado pela Japan Educational Exchanges and Service (http://www.jees.or.jp/jlpt/en/index.htm), acontece no próximo domingo (2). O teste, chamado em japonês de Nihongo Nooryoku Shiken, é realizado uma vez a cada ano, dentro e fora do Japão. Este ano, a 23ª edição do teste será realizada em 46 países e mais de 127 cidades. No Japão, 37 cidades de 20 províncias servirão como locais de prova. Todos os anos, cresce o número de candidatos que prestam o exame, que visa avaliar a capacitação do candidato em língua japonesa de três formas: no domínio de vocabulário e ideogramas (moji / goi), compreensão auditiva (chookai) e leitura, interpretação de texto e gramática (dokkai / bunpoo).

Portadores de deficiência física, auditiva ou mesmo visual, também podem fazer a prova. Para eles, são feitas algumas adaptações, como ampliação da prova em até 141% para os que possuem deficiência visual parcial, extensão no tempo de duração da prova para os deficientes físicos e até prova em braile para os candidatos com problemas de visão.


O certificado

Obter o diploma do teste de proficiência é mais do que simplesmente um certificado. A aprovação é válida para atestar o nível de conhecimento que uma pessoa tem da língua japonesa, sem ter que expressar em porcentagem, como é comum em classificados de emprego.

"Para procurar emprego vai ser bom", disse Erick Mazer Yamashita, 18, que resolveu parar de trabalhar para se dedicar ao estudo do idioma. O brasileiro que vive em Yokohama (Kanagawa) quer trabalhar com design gráfico. Ele vai prestar o nível 1, o mais difícil. "Prestar o nível 1 é um desafio e quero ver o quanto eu sei", comentou. Yamashita estuda todos dias. "Kanji, eu pratico escrevendo várias vezes", revelou. Para leitura, ele confessa utilizar métodos nada ortodoxos. "Aprendo muita coisa jogando videogame", confessa. "Também gosto de ficar lendo as propagandas no trem", completa.

O diploma vai ser útil para outro brasileiro. Fhabio Locatelli Jarno, 23, se formou em design gráfico e já trabalha em uma empresa de mangá, mas segundo ele, ter o certificado do teste de proficiência é bom para constar no currículo. "Quero continuar estudando e trabalhar em uma empresa maior um dia", disse. "Quem sabe uma Gibli (produtora de clássicos desenhos animados japoneses como Tonari no Totoro)", sonha.


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