Atendimento médico


Publicado em  16/03/2007 19:31

Como comprar anticoncepcional no Japão

Por aqui, as pílulas não são muito populares e os médicos não costumam receitá-las

Kanto , Tokyo -

Bloomberg News
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As mulheres japonesas não têm o costume de tomar pílula

Acostumadas à facilidade de chegar a uma farmácia e comprar a pílula anticoncepcional de sua preferência sem problemas, as brasileiras descobrem que no Japão conseguir o medicamento pode ser uma verdadeira dor de cabeça. Isso porque a pílula só foi legalizada no país para usos contraceptivos recentemente, em 1998. Antes, era utilizada apenas como remédio para pessoas com ciclo irregular ou que sofriam de desconfortos no período menstrual.

A maioria das estrangeiras reclamam que, mesmo depois de legalizado, é muito difícil conseguir o medicamento porque os médicos japoneses não se sentem confortáveis em prescrevê-lo. No livro "Being A Broad in Japan", dedicado a informar mulheres ocidentais que se mudam para o Japão, nenhuma das estrangeiras entrevistadas para a publicação comprava o medicamento aqui. Muitas traziam na bagagem um estoque suficiente para durar até a próxima visita à terra natal e outras contavam com a boa vontade de parentes e amigos para mandar o medicamento - o que também ocorre com muitas brasileiras.

No Japão, como em muitos outros países do mundo, não há como conseguir a pílula diretamente no balcão da farmácia. É preciso consultar um médico. Aliás, aqui é preciso convencê-lo a prescrever o remédio. Isso porque durante muitos anos foi realizada uma grande campanha no país sobre os efeitos colaterais do medicamento.

As próprias mulheres japonesas, de acordo com pesquisas, preferem não utilizar o medicamento e recorrem a outros métodos de controle da natalidade, como o preservativo.

Outra coisa que as brasileiras precisam ficar atentas é quanto à dosagem hormonal. Os medicamentos com pouca dosagem hormonal (baixa quantidade de estrogênio) são meio que uma inovação do mercado de anticontraceptivos - na tentativa de tornar seu uso mais universal com menos efeitos para a saúde da mulher. No Japão, devido à utilização terapêutica do produto, é bom reforçar para o médico que você está à procura, se for o caso, de um contraceptivo com dosagem mais baixa, que é efetivo como método de prevenção de gravidez e tem poucos efeitos colaterais.

Às usuárias da pílula, o governo japonês solicita uma visita ao médico a cada três meses para exames pélvicos, testes para identificar doenças sexualmente transmissíveis e preventivos do câncer de útero. No Brasil, Estados Unidos e Europa, recomenda-se visitar o médico anualmente para fazer o mesmo tipo de avaliação.

Custos e Recomendações

Cada caixa de anticoncepcional custa em torno de ¥2.500. O médico é a pessoa mais indicada para orientá-la onde adquirir o medicamento, que não é coberto pelo plano de saúde público japonês.

Se você planeja adquirir seu suplemento no Brasil, o ideal é trazer uma prescrição médica. Para quem planeja pedir a familiares e amigos para mandar do Brasil, recomenda-se que seja enviado apenas um mês de tratamento por vez. Nesse caso, também é bom que o remédio venha acompanhado da prescrição e uma anotação do médico para evitar problemas.


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