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Chihiro Ota/ipcdigital.com
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A bactéria “Helicobacter Pylori” é detectada através de exames de sangue e urina, e pode ser combatida com antibióticos que conseguem reduzi-lo em 70%, diz Nobuyuki Hamajima
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Desde 2001, Nobuyuki Hamajima, do departamento de prevenção de doenças da Faculdade de Medicina de Nagoya, vem realizando pesquisas sobre o desenvolvimento da bactéria Helicobacter pylori em japoneses e descendentes junto com a professora Lucy Ito, da Universidade de São Paulo (USP).
O Helicobacter pylori é uma bactéria que vive no estômago e seu contágio é feito através do contato físico. Essas bactérias se dividem basicamente em dois grupos: as fortes e as fracas. Em países como China, Coréia do Sul e Japão, predominam-se as bactérias fortes e tóxicas. Essas bactérias podem causar úlceras e até câncer de estômago. Segundo a pesquisa, a maior parte das contaminações acontece durante a infância mas o número de bactérias aumenta conforme a aumenta a idade.
No Japão, uma das maiores causas da transmissão é através do contato com as fezes, mas nos últimos dez anos, foi constatada uma queda no número de contaminações devido a melhora na qualidade de higiene sanitária, como por exemplo, o aumento do número de banheiros no estilo ocidental, acredita Hamajima.
O Helicobacter Pylori é transmitido também de forma hereditária. Para comprovar isso, o professor Hamajima estudou os descendentes de japoneses no exterior. A pesquisa visava descobrir se há alguma distinção no número de bactérias encontradas em japoneses e os descendentes (nikkeis).
O resultado da pesquisa concluiu que os nikkeis que vivem no Brasil possuem os mesmos riscos de adquirirem o câncer de estômago que os japoneses. Cerca de mil japoneses e descendentes tiveram a amostra de sangue analisadas pela equipe liderada pela doutora Lucy Ito em São Paulo. "A incidência e mortalidade por câncer gástrico entre os nikkeis foi bastante simelhante aos japoneses do Japão e chetga a ser 50% maior em comparação à população brasileira em geral", afirma Lucy.
"Podemos dizer que os asiáticos e especialmente pessoas de origem japonesa têm uma susceptibilidade maior de desenvolver o câncer de estômago em relação aos caucasianos", conclui.