No urbanismo ocidental sempre tiveram relevância o emprego da perspectiva e o destaque das praças, monumentos e ruas.
Porém essa noção de cidade como estrutura hierarquizada e linear é a antítese da idéia espacial urbana nipônica. O espaço sempre reflete os princípios de uma cultura.
Os japoneses conseguiram, ao aprenderem a cultura e a técnica de outros povos, preservar suas próprias tradições.
A nossa enorme dificuldade de percepção e leitura dos espaços orientais é explicada pelo desconhecimento.
Para superar esse obstáculo é necessário o emprego de uma gramática espacial não-linear. Para entender o sistema espacial do Japão é preciso pesquisar as complexas relações entre o mundo visível e invisível.
Esses princípios que definem as características do espaço são: ku – vazio, oku – profundidade e ma – intervalo. Eles criam uma ordem mais orgânica, natural, com estrutura aberta e movimentada, comum à expansão das típicas cidades japonesas.
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