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Mulheres chefes de família entre a autonomia e a dependência: um estudo comparativo entre Brasil, França e Japão
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Esta pesquisa revela, a partir de uma abordagem etnológica, o processo de construção de identidades sociais das mulheres chefes de família monoparental situadas na fronteira da autonomia e da dependência em três contextos socio-culturais distintos.
As mães solteiras, separadas ou divorciadas em situação de precariedade socioeconômica no Brasil, na França e no Japão constituem o objeto do estudo. Tendo como fio condutor o modo de articulação entre família, trabalho e políticas públicas, esta pesquisa tem como objetivo comparar o efeito da monoparentalidade sobre o universo social constituído nos três países.
Símbolo da família contemporânea, mas também historicamente alvo de discurso normalizante, as mulheres chefes de família monoparental formam público privilegiado das políticas públicas. A hipótese do maior grau de pauperização destas devido à ruptura familiar é o argumento amplamente compartilhado entre os agentes especializados hoje, desde as feministas até os agentes de decisão política.
A investigação a partir da trajetória das mulheres dos três países, articuladas a seu turno entre as esferas privada e pública de atuação, revela, porém, que o efeito da monoparentalidade no sentido da pauperização e da dependência é minoritária. A experiência da autonomia é vivida por essas mulheres como um todo.
A comparação por países mostra porém que no Japão, a autonomia é menos conhecida que no Brasil e na França, estando elas na fronteira da autonomia e da dependência. A especificidade de cada sociedade revela as diferenças do processo de construção de uma identidade social.
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