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Divulgação
/ JPTV
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“Aqui (no Brasil) é como se estivesse sendo recebida por familiares muito queridos”, disse a cantora
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Uma artista que representa para os nikkeis, uma época dourada, a era Showa, quando o Japão se recuperava da Segunda Guerra Mundial. Yashiro Aki, uma das mais famosas cantoras de estilo enka, esteve no início do mês no Brasil, representando o “Nihon no Uta”, um projeto de canções folclóricas japonesas, dirigido pelo compositor Ryuichi Sakamoto. Foram dois shows. Um em Londrina (PR) e outro em São Paulo (SP), no auditório do Bunkyo.
No palco, uma artista que representa para os nikkeis, uma época dourada, a era Showa, quando o Japão se recuperava da Segunda Guerra Mundial. Yashiro Aki começou a carreira quando tinha 21 anos de idade. Junto com outros ícones do estilo enka, marcou uma geração. Hoje, aos 61 anos, voltou pela segunda vez ao Brasil. Levou a nostalgia e a sedução de uma voz, que não perdeu força durante todos esses anos.
“Hoje eu estou com a Yashiro san matando saudades. Quando ela participava do Kouhaku (Utagassen), eu estava sempre junto com ela e hoje uma amizade muito bonita”, contou a apresentadora Rosa Myake.
“Era fã dela. Desde mocinha gostava dela”, revelou a expectadora Mariza Kikuchi. As letras e os títulos das músicas estavam na ponta da língua dos fãs. A cantora sabia que “Ame ame” era uma das músicas mais esperadas. Até mesmo na coletiva, antes do show, ela disse que bastava fazer o gesto com as mãos, e as pessoas reconheciam. Mas o fator que mais marcou Yashiro Aki foi o carinho com o qual foi recebida no Brasil.
“Sei que muitos vieram de longe, de ônibus. E na hora que começa o show, vejo as pessoas chorarem”, disse a cantora. E dessa vez, a emoção foi maior. O repertório de canções folclóricas trazia títulos que falavam da terra natal. Uma terra natal distante, que para muitos dos velhinhos na plateia é difícil voltar.
Mas dá para matar as saudades, com a música, por exemplo. Yashiro Aki disse que fazer um show no Brasil é muito diferente do Japão. “Aqui é como se estivesse sendo recebida por familiares muito queridos”, comparou. A cantora disse que quando voltar ao Japão irá visitar as vítimas do terremoto. E dizer a elas para batalharem porque muitas outras pessoas que tiveram uma vida sofrida do outro lado do mundo continuam batalhando.
Para os brasileiros no Japão, ela também mandou um recado. “Lembrem-se das pessoas queridas que deixaram no Brasil. Onde quer que esteja, sempre tem alguém pensando em você. Por isso, vamos batalhar”, finalizou. Show de música, talento... É isso que torna a cantora tão especial.