|
Divulgação
|
|
É no Bairro da Liberdade, um dos pedaços mais nipônicos de São Paulo, que está sendo rodado o filme
|
|
|
A viagem interior realizada por um nikkei em busca de sua identidade vai ser contada no filme ¨Estação Liberdade¨. O longa metragem está sendo rodado no Brasil e vai incluir cenas em Tóquio com participação de brasileiros que moram no Japão. Interessados ainda podem participar da seleção.
Quando tudo parece escuro, a equipe chega com as câmeras, luzes e outras dezenas de equipamentos para ocupar um dos pedaços mais nipônicos de São Paulo. É no Bairro da Liberdade, que está sendo rodado o novo filme do diretor Caíto Ortiz. Ele conta a história de um brasileiro em busca de sua identidade. “Todos nós temos que descobrir quem a gente realmente é. A maturidade é a gente se sentir confortável na própria pele”, conta o diretor.
Nas grades da igreja que fica em frente da estação Liberdade, dezenas de velas foram acesas para a cena da cigana. “As pessoas ficam curiosas. Elas querem saber o que está acontecendo, do que se trata”, diz a atriz Selma Lins. O ator principal Cauê Ito repetiu a cena várias vezes, para atender o lado perfeccionista do diretor.
“Eu não sou ator, não tenho essa formação. Sou fotógrafo, trabalho atrás das câmeras, eventualmente faço trabalho de publicidade, como casting, mas é a primeira vez que tenho essa experiência de atuação diante das câmeras”, revela.
No filme, ele faz o papel principal de Mario Kubo. “Ele é um cara introspectivo que está com uma série de crise de identidade, e recebe uma carta vinda do Japão, que ele não sabe exatamente, ao longo do filme ele vai descobrir o que tem nessa carta”, descreve. Apesar de ser rodado no bairro oriental com muitos nikkeis também no elenco secundário, o filme não é específico para esse público conforme o diretor.
Caíto Ortiz diz que ele é feito para todas as pessoas. “Somos humanos, acho que as histórias são as mesmas. Procuramos ângulos diferentes para contar, mas as histórias são as mesmas”. A ideia do roteiro surgiu sete anos atrás, só que a filmagem começou só agora. “Fazer a produção de um filme demora bastante tempo até você conseguir levantar todos os recursos para começar a filmar”, justifica o produtor Francesco Civita”.
Enquanto grava no Brasil, a equipe corre para selecionar o casting das cenas finais que vão ser gravadas em Tóquio. “É um filme de super baixo orçamento, e a gente tem uma cena final, onde ele encontra dois brasileiros que estão morando lá (no Japão), são descendentes de japoneses”, relata Cauê.
Civita descreve o perfil do personagem que procura na comunidade brasileira no Japão para participar das gravações. “Brasileiro que mora no Japão, que seja oriental, em termos de aparência, e que fale bem português, e claro que se for alguém que gosta de ser ator, para estar na frente da câmera, tem que estar desinibido o suficiente para estar numa situação dessas”.
Os interessados podem enviar um vídeo ou link youtube contando uma piada para o e-mail castingjapao@prodigo.com.br até o dia 22 de novembro. As gravações em Tóquio estão previstas para a primeira semana de dezembro.