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Osny Arashiro/ipcdigital.com
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Joice diz que tenta evitar abreviações
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Muitas palavras do idioma português sofreram alterações com o passar dos anos. É o caso de vossa mercê, que passou a vossemecê, voismecê, sunsê, vancê, até chegar em você. O pronome deixou de ser tratamento de respeito e se popularizou. Essas modificações fazem parte da história de qualquer língua, mas não justificam muitos erros que vemos por aí.
Para a estudante Joice Camila dos Santos Kochi, residente em Iwata (Shizuoka), o melhor é evitar abreviações para não adquirir vícios de linguagem. Quando ela viu pela primeira vez a placa NÃO PODE ATRAVESAR, reparou no erro. "Mas, deu para entender o recado porque não se trata de um erro daqueles que modificam a idéia", diz.
Joice chegou ao Japão aos 2 anos de idade, freqüentou creche japonesa, shoogakkoo e o chuugakkoo até a metade do segundo ano, quando os pais decidiram voltar para o Brasil. Lá, aos 11 anos, Joice aprendeu a ler e escrever de fato o idioma português. Até então, sabia o que havia aprendido em casa. "Meu português era sofrível, enroscava a língua na hora de pronunciar o r e o l, confundia singular com plural", recorda.
Geração celular
O uso do celular para envio de mensagens também contribui para modificações na língua portuguesa. Já não se usa mais você nos textos. A maioria das pessoas adotou o vc e, em alguns casos, um simples c.
Joice admite que abrevia algumas palavras, mas apenas quando envia mensagens para as amigas mais próximas: TB (tudo bem), Ksa (casa), Kd (cadê), Eh (é), entre outras. Mas, garante que evita e procura sempre escrever dentro das regras gramaticais.