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Tokyo, 25 Maio 2012
Entrevista com DJ Ka: a pioneira em Shizuoka
LAZER
Tokai - Aichi - Toyohashi - / Osny Arashiro/ipcdigital.com
 

Hamamatsu ficou mais agitada desde que Erica Karina Dutra aventurou-se no mundo das Djs, profissão quase que exclusivamente masculina. E para romper essa barreira, mostrou coragem e determinação.

Com o nome artístico Dj Ka, ela lembra que o público brasileiro é muito mesclado, devido às pessoas serem de vários estados do Brasil e terem uma cultura musical diferente.

Por essa razão, as Djs precisam se desdobrar para agradar esse público e mudar o ritmo das músicas até achar aquela que a maioria irá dançar. Já o público japonês aceita mais as músicas, acredita a Dj Ka. "Mesmo os que não dançam não vão embora pois querem curtir a balada, seja ela qual for... E eles ficavam admirados pelo fato de uma mulher estar tocando". Ela conta que já tinha visto Djs japonesas, mas na época em Shizuoka isso era novidade.


International Press - Qual é a reação do público ao ver uma Dj mulher?
Dj Ka - Estranham, principalmente, a ala feminina. E se você erra, a primeira a criticar é a mulher. Mas também tem elogios. "É bacana ver uma mulher na cabine comandando o som", comentam algumas.


IP - Que erros podem acontecer com uma Dj?
Dj Ka - Pode acontecer do CD estar riscado e pular a música. Já levei muita vaia quando comecei. Aconteceu de eu apertar o botão errado e desligar o som. E também cortei a música na metade e entrei com outra e a platéia reclamou, mas depois da terceira ou quarta vaia, a gente se acostuma e vai se aprimorando.


IP - O que é preciso para ser uma boa Dj?
Dj Ka - Ter um bom ouvido, percepção e afinidade com o público, sentir se estão gostando, caso contrário, começam a ir embora. É preciso estar atualizado com os lançamentos e, antes de tudo, amar o que faz . O Dj é um maestro eletrônico. Ele não tem os músicos à sua frente mas tem que reunir sons e batidas eletrônicas, mixar e remixar para construir outra música.

IP - Beleza ajuda ou atrapalha?
Dj Ka - Às vezes atrapalha porque queremos ser reconhecidas como profissionais competentes e não pela beleza. Carinha bonitinha é bom. Mas esse privilégio deixamos para as modelos.

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