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Tokyo, 25 Maio 2012
Mantega afirma que Brasil será 5ª economia mundial antes de 2015
MINISTRO DA FAZENDA
Alexander Kanashiro / Efe
 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira que nos próximos quatro anos o Brasil, que acaba de tornar-se a sexta maior economia mundial, terá desbancado a França da quinta posição, antes do que prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI). 'O FMI prevê que o Brasil será a quinta economia em 2015, mas eu acredito que isso ocorrerá antes', declarou Mantega durante uma entrevista coletiva em São Paulo.

O ministro considerou que a velocidade de crescimento do país supera a de nações europeias e por isso é 'é inexorável que nós passemos a França e no futuro, quem sabe, a Alemanha, se ela não tiver um desempenho melhor'. Mantega lembrou que o crescimento econômico do Brasil entre 2003 e 2010 atingiu uma média de 4,5%, nível que será alcançado novamente em 2012, com previsões entre 4% e 5 %.

O ministro apontou que a geração de emprego e uma inflação sob controle são os principais suportes para que o Brasil se mantenha na 'vanguarda do crescimento'. O importante é que estaremos crescendo mais em 2012 do que em 2011. O câmbio estará melhor e o crédito estará mais barato', ressaltou.

Na segunda-feira, o Governo profetizou que o país vai se consolidar nos próximos anos como uma das principais potências mundiais, ao referir-se a um estudo que coloca o Brasil como sexta maior economia do mundo, após superar o Reino Unido. 'Os países que crescerão mais são os emergentes como Brasil, China, Índia e Rússia. Desta maneira, essa posição vai ser consolidada e a tendência é que o Brasil se mantenha entre as maiores economias do mundo nos próximos anos', disse Mantega em comunicado.

O estudo do Centro de Pesquisas para Economia e Negócios (CEBR), com sede em Londres, publicado hoje pelo jornal 'The Guardian', aponta que o Brasil se encontra agora atrás apenas de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França na lista de maiores economias do mundo. A economia brasileira cresceu 3,2% entre janeiro e setembro deste ano, mas nos últimos meses sofreu uma estagnação devido à crise internacional.

O Banco Central informou nesta segunda-feira que os economistas das entidades bancárias do país reduziram sua previsão de crescimento para este ano para 2,90%.

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