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Tokyo, 25 Maio 2012
Sarney recebe Taro Aso no Senado
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Brasil - Brasília - /
 

O presidente do Senado, José Sarney, recebeu na quarta-feira (5) a visita do ex-primeiro-ministro Taro Aso, presidente do Grupo Parlamentar Japão-Brasil. Aso está em visita de cortesia, mas também em missão comercial, para falar sobre o interesse japonês em participar da licitação para compra do trem-bala que vai ligar o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas.

O ex-primeiro-ministro elogiou também a decisão brasileira de adotar o padrão japonês de TV digital e que, com base na escolha brasileira, vários países sul-americanos convergiram também para a mesma tecnologia. Sobre o trem-bala, Taro Aso disse ao presidente do Senado que a experiência do Japão ao sediar as Olimpíadas de 1964, em Tokyo, e em compartilhar com a Coréia do Sul a Copa do Mundo de 2002 pode ser muito útil para o Brasil.

- Tokyo tem 32 milhões de habitantes e atende a 72% dessa população com transportes coletivos, principalmente trens de alta velocidade e metrôs. Já em Los Angeles [nos Estados Unidos], só 8% da população usa transporte de massa - comparou.

O presidente Sarney disse que as relações nipo-brasileiras sempre foram muito boas, apesar da crise econômica mundial ter afetado um pouco as trocas comerciais entre os dois países.

- Mas estamos em 2010, voltando aos índices pré-crise - disse Sarney, que também elogiou o padrão nipo-brasileiro de TV digital e informou a Taro Aso que a TV Senado utiliza a tecnologia.

Taro Aso, deputado pelo Partido Liberal Democrata (PLD), foi primeiro-ministro em 2008 e 2009, um católico em um país de maioria budista, no período agudo da crise financeira e econômica internacional. Esteve no Brasil em 2008, quando presidiu o Comitê do Ano Internacional da Imigração Japonesa para o Brasil. Antes de ser primeiro-ministro, Taro Aso havia sido chanceler de 2005 a 2007, nos governos de Shinzo Abe e Junichiro Koizumi. Segundo o consulado do Japão em São Paulo, Taro Aso, em sua gestão, providenciou o retorno ao Brasil de mais de 22 mil brasileiros dekasseguis, garantindo a cada família o equivalente a US$ 3,7 mil.

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