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Tokyo, 10 Fevereiro 2012
Telefonia móvel brasileira pode ingressar na era Wi-Fi
TECNOLOGIA
Brasil - Paraná - Londrina - / Vítor Ogawa/ipcdigital.com
 

Quase todo o trabalhador brasileiro no Japão já conhece a tecnologia de voz sobre protocolo de internet. Embora o nome seja um tanto pomposo, é essa tecnologia que permite que as pessoas se comuniquem entre elas utilizando o computador, mesmo estando do outro lado do planeta. Ao aliar a isso a possibilidade de se utilizar a tecnologia de redes sem fios embarcadas (as chamadas redes Wi-Fi) abre-se a possibilidade de se criar uma telefonia móvel muito competitiva e potencialmente de custos mais baixos que os de uma operadora convencional de telefonia móvel.

Mas existe um entrave. Atualmente, no Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) exige uma licença para explorar comercialmente uma rede Wi-Fi. Como existe um estudo para que a regulamentação do serviço Wi-Fi seja modificada para torná-la mais atrativa para os investidores, o Google já consultou a Anatel sobre a viabilidade da implantação da telefonia móvel via Wi-Fi no País.

Caso consiga superar rapidamente os entraves contra a iniciativa, o Google deve escolher o Brasil como um dos primeiros países a ter sua nova plataforma de celular. Um dos motivos da escolha é o tamanho do mercado de telefonia celular brasileiro e o alto grau de difusão no País do Skype, um dos comunicadores de voz sobre protocolos de internet mais populares do mundo. A soma desses dois fatores é um indício de que a telefonia em banda larga por redes sem fio pode proporcionar uma boa lucratividade. Especula-se que a empresa norte-americana ofereça o novo serviço inicialmente em quatro Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.  

O ingresso do Google no mercado de telefonia Wi-fi pode potencializar um dos maiores geradores de receita para a empresa norte-americana: os links patrocinados. Com a receita gerada pela publicidade vinculada às buscas em seu site, a empresa norte-americana pode faturar cada vez mais visto que o Brasil tem se mostrado um de seus maiores mercados fora dos Estados Unidos, com taxas de crescimento superiores a de muitos países europeus.Os aparelhos que o Google pretende utilizar no Brasil conteriam a plataforma celular que está sendo desenvolvida em parceria com NEC, Texas Instruments e Qualcomm. Mas não existe um acordo de exclusividade. Os mesmos aparelhos também serão negociados  por outras empresas de telefonia móvel.

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