| Tokyo, 14 Março 2010 | |
| Brasileira visita Índia e leva donativos da comunidade | |
| SOLIDARIEDADE | |
| Tokai - Shizuoka - Hamamatsu - / Osny Arashiro/ipcdigital.com | |
Em agosto deste ano, a brasileira Dielle Cristina Saga, 25, iniciou uma campanha para arrecadar material didático para doar a um orfanato na Índia e recentemente realizou seu objetivo ao embarcar para Nova Délhi (capital da Índia). No dia 10 de novembro partiu com três malas carregadas de doações da comunidade brasileira. O orfanato é administrado por um casal de brasileiros (que prefere ficar no anonimato) com três filhos. Eles renunciaram à vida social e profissional, para abrir a instituição Meninas da Índia, em Nova Délhi, após constatar, em uma viagem ao país, que havia necessidade de criar um abrigo para crianças do sexo feminino. Atualmente o orfanato conta com 11 meninas, na faixa estária dos quatro aos 15 anos. As meninas do orfanato foram rejeitadas ao nascerem. Em meio à pobreza, muitos pais chegam a matar as meninas quando ainda são bebês, pois sabem que não terão dinheiro para pagar o dote delas quando crescenrem. "Quando cheguei, cumprimentei uma por uma, elas sorriam e perguntavam de onde eu era. Foi cativante. Levei roupas e material didático que foram doados por brasileiros de diversas regiões do Japão, de Aichi a Ibaraki", diz agradecida. "Levei mais de 30 kg de bagagem e entreguei para o orfanato fazer a distribuição e elas já começaram a rabiscar nos cadernos. Ficaram felizes". O objetivo do orfanato é dar educação para as crianças até se formarem ou casar e seguirem um rumo sozinhas. Até o final de janeiro, Dielle gostaria de comprar aparelhos eletrônicos, violão, teclados, para enviar para o orfanato. Se não conseguir viajar novamente, estudará uma maneira segura de enviar a mercadoria por um sistema de entrega. "Acredito que foi Deus que colocou em meu coração essa vontade de ajudar as crianças carentes da Índia, porque elas necessitam de atenção e carinho. Gosto da Índia e da sua cultura e quando lá cheguei, era como se já tivesse vivido lá antes", conta. Dielle conta a seguir as impressões sobre o país que ela admira, mas reconhece ser muito diferente se comparado ao Brasil ou Japão:
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