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Tokyo, 25 Maio 2012
Escola brasileira em Nagoya encerra atividades do ensino fundamental por falta de recursos
COMUNIDADE
Alexander Kanashiro /
 

A única escola brasileira que ainda estava em atividade na cidade de Nagoya (Aichi) comunicou no domingo (29), que não vai mais dar continuidade ao ensino fundamental. Cerca de 30 alunos serão afetados com a medida.
Segundo o proprietário da escola, Carlos Shinoda, a interrupção do subsídio do projeto Arco-Íris em dezembro foi resposável pelo encerramento das atividades. O projeto destinava uma verba para instituições ou empresas que ajudassem no ensino do idioma japonês para crianças brasileiras.
De acordo com Shinoda, os pais compreenderam a decisão da escola. “Agora é lógico que isso causa preocupação, porque a maioria decidiu não colocar as crianças em outras escolas, tanto japonesa quanto brasileira. Mesmo porque muitas crianças que estavam conosco já vieram ou de escolas japonesas, ou de escolas brasileiras. Eles estão aí no aguardo para verificar se o momento é oportuno para voltar para o Brasil, ou se o próprio colégio possa retomar as atividades nesse tempo que eles ficam com as crianças em casa”, explica.
Ele espera que outro subsídio entre no lugar do projeto Arco-Íris para que as crianças possam voltar à escola. O proprietário vai aguardar até o fim do ano fiscal que termina em 31 de março, de forma que não prejudique também o ano letivo dos alunos.
Com relação às outras atividades da escola, ele afirma que nada vai mudar. “Nós mantemos a educação de jovens adultos que é o supletivo. É um trabalho de dois anos, e é uma necessidade da comunidade também, mas o aluno do supletivo tem outro perfil. São alunos que trabalham e que têm condições de pagar”. De acordo com ele, a escola não precisará desocupar o prédio, pois tem também o apoio do proprietário do imóvel.

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