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Tokyo, 25 Maio 2012
Ex-aluno do colégio técnico da Toyota volta à escola em Aichi depois de vencer concurso da empresa no Brasil
CURSO DE MECÂNICA AUTOMOBILÍSTICA
Alexander Kanashiro /
 

Todos os anos, a Toyota do Brasil realiza um concurso de habilidades técnicas entre os funcionários para eleger o melhor profissional da empresa, que ganha como prêmio uma viagem ao Japão. No ano passado, o vencedor da categoria de melhor técnico foi Agnaldo Minamizaki, que é ex-aluno do curso que a Toyota oferece para brasileiros em Aichi. Ele fez parte da turma que se formou em 2006. “Eu voltei muito contente porque é muito gratificante voltar para passear. Fico muito feliz por ter voltado para ver a minha família, ver meus amigos, afirma o vencedor do concurso.

De volta à sala de aula onde começou a carreira explicou para os atuais alunos o que fez para conseguir subir de cargo dentro da empresa. Falou também das dificuldades encontradas logo que conseguiu o emprego numa concessonária em Londrina (PR), onde atualmente é chefe do setor onde trabalha.

Agnaldo admite que o salário no começo não foi muito animador. “Ele paga as contas. Você não consegue investir infelizmente em você. É um salário baixo, mas ele tende a crescer conforme (o funcionário) vai se desenvolvendo, e estuda pra isso. Aí consegue uma colocação e um salário que dê para viver no Brasil”, explica.

Agnaldo veio acompanhado de outros dois funcionários da empresa. Patrícia de Oliveira Santos é vencedora do concurso na categoria de consultor técnico, e Cleber da Cunha Silva é o engenheiro responsável pelo treinamento de funilaria e pintura. Eles também incentivaram os alunos falando sobre o trabalho que exercem na empresa.

O conselho desses profissionais para quem pretende seguir a carreira no Brasil é que tentem absorver o máximo de conhecimento possível enquanto estiverem aqui no Japão. Esse conhecimento não se limita apenas às aulas do curso. “Só o conhecimento técnico não vai garantir uma boa posição no mercado de trabalho brasileiro. Seria importante também o aprendizado da linguagem, não só do japonês, mas é importante o inglês. O inglês eu vejo como um fator secundário porque pode ser adquirido no Brasil, mas o japonês, eles poderiam aproveitar o local onde estão e aprender a língua aqui. Nada melhor que estar no Japão pra aprender o japonês”, recomenda.

Patrícia citou aspectos da cultura japonesa que fazem parte do cotidiano da empresa. “A fábrica exige dos distribuidores que tenham a cultura japonesa dentro da concessionária. Então tem varias influências: a kaizen que é a melhoria contínua, o 5S que é a limpeza, organização e assim por diante estão no nosso dia-a-dia”, aponta.

Agnaldo aproveitou a visita para matar as saudades, enquanto Cleber e Patrícia conheceram as instalações do colégio técnico, que já formou quase 250 brasileiros nos últimos 13 anos.

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