| Tokyo, 25 Maio 2012 | |
| Seminário da CCBJ orienta microempresários brasileiros sobre o mercado | |
| COMUNIDADE | |
| Alexander Kanashiro / | |
A Câmara de Comércio Brasileira no Japão (CCBJ) realizou no último dia 30, um seminário voltado aos microempresários brasileiros sobre os novos rumos do mercado atual. Este foi o primeiro evento promovido pela entidade na cidade de Hamamatsu (Shizuoka). A atividade teve como palestrantes, dois profissionais japoneses que estão acostumados a lidar com empresas brasileiras. Na opinião do escrivão Hidemitsu Hoshino, em algumas localidades existe um excesso de lojas e serviços para a comunidade brasileira, levando em consideração o aumento do número de empresas na última década e a diminuição da clientela depois da crise econômica em 2008. Hoshino aconselha os brasileiros a aumentarem a rede de clientes. Para isso, ele acha que é preciso atrair o consumidor japonês, e principalmente, fidelizá-lo. “Acredito que existam muitos produtos brasileiros bons, que ainda não estão ao alcance dos japoneses. É preciso analisar para saber como introduzir esses itens no mercado, e absorver as regras e as boas maneiras de gestão empresarial do Japão”, diz hoshino. O consultor de gestão empresarial, Toshinobu Otaka, falou sobre a importância do registro de receitas e despesas, contabilidade e financiamentos. Ele explicou que o empresário precisa estabelecer uma meta, pois sem isso, são grandes as chances de fracassar. O Seminário teve como objetivo apoiar o microempresariado brasileiro. Essa foi a primeira atividade voltada para esse público fora de Tokyo. “Com certeza nós vamos multiplicar esse tipo de seminário. Nós já temos previsto um segundo seminário, provavelmente na região de Oizumi em fevereiro, e talvez no segundo semestre um outro seminário também num outro local”, destacou o presidente da CCBJ, Osvaldo Kawakami. O empresário Roberto Tsuji, que realizou uma palestra com o mesmo tema há alguns meses saiu satisfeito com as informações. “O que é interessante que deu para notar aqui é que são profissionais japoneses que estão orientando os brasileiros, e isso fortalece o incentivo a realmente repensarem. O mercado brasileiro está diminuindo, e temos aí um mercado muito amplo, não só os japoneses, mas também outros estrangeiros que vivem no Japão”, afirma. Laura Takeda que tem um comércio em Hamamatsu já pensa em atrair essa nova clientela e diz que a palestra pôde ajudar a melhorar as finanças da empresa. “Eu acho que vai ser bem útil. Aprendi bastante coisa nova e teve bastante informação que a gente não tinha”, comenta. Segundo Hoshino, um dos cuidados que o empresário deve tomar é analisar a aceitação do produto. Nem sempre, um produto que vende bem no Brasil terá a mesma demanda no Japão. |
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