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Tokyo, 25 Maio 2012
Focus Brazil discutiu CRBE e educação das crianças brasileiras no Japão
CONGRESSO
Alexander Kanashiro /
 

Durante dois dias, os problemas da comunidade foram postos na mesa e debatidos na primeira edição do Focus Brazil Japan, realizado em Tóquio na semana passada. O Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior (CRBE) acaba de completar nove meses. Mas seu papel na comunidade ainda não foi bem compreendido por muita gente.

Eduardo Gradilone, subsecretário do Itamaraty lembra que o conselho é voluntário. “É um conselho voluntário. Não tem poder executivo. Eles não tem condições de fazer o que os consulados e embaixadas fazem. Entao não se pode cobrar deles mais do que eles possam fazer”, explicou.

Segundo Gradilone para as comunidades brasileiras no exterior, os 16 conselheiros eleitos para o CRBE têm enfrentado bem os desafios da função.

A realidade em cada região é bem diferente, como observou a representante Raquel Martins da comunidade de Pequim. “As demandas são um pouco diferentes, mas eu acho que principalmente na área cultural nós podemos ter intercâmbio sim. Sobre a forma de educação, por exemplo, nós não temos nada de educação brasileira, nem sonhamos em ter escolas brasileiras. Quem sabe um dia possamos ter. Isso seria uma grande ajuda da parte japonesa, de poder ensinar para nós como é que começa”, comentou a brasileira que vive há 40 anos na China.

Em comparação com o vizinho asiático, o Japão está bem. Mas para quem acompanha a educação dos brasileiros aqui, ainda há muito o que fazer. “Da mesma forma que não é porque está em escola brasileira que todas são ruins, e tambem não é porque está em escolas japonesas que todas as crianças estão bem academicamente falando. Então precisa desse acompanhamento dos pais e a gente precisa conversar bastante”, analisou a professora da Universidade Kinki, Lilian Hatano.

Vontade para discutir não falta e o presidente do CRBE, Carlos Shinoda, já pensa na segunda edição do Focus Brazil na Ásia. “Foi um momento especial e começou com o pé direito. Vamos torcer para que tenhamos no ano que vem, um nível mais amplo, com muito mais participação”, deseja.

As crianças participaram do fórum com trabalhos e foram premiadas pelos desenhos, fotografias e monografias, que também tiveram como pano de fundo, o Brasil de todos nós.

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