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Tokyo, 25 Maio 2012
Ano de 2010 apresentou avanços no setor tecnológico
TECNOLOGIA
Japão - /
 

“Avançamos para um mundo de serviços ininterruptos e de dispositivos conectados que nos permitem interagir com eles como se estivéssemos nas nuvens”, escreveu em outubro Ray Ozzie, o criador das "nuvens" da Microsoft, pouco antes de anunciar sua saída da empresa.

A "nuvem", significa uma série de programas e serviços que podem ser executados na web com qualquer dispositivo móvel e sem necessidade de disco rígido ou softwares. O conceito, para Ozzie e outros ‘visionários’ do setor, é o local onde acabarão sendo armazenados os dados de empresas, de organizações e pessoais. Esse sistema reduz os custos de infraestrutura, permite uma atualização constante de dados e programas e fará surgir o que Ozzie chama de uma sociedade “permanentemente conectada à internet”.

Isso levará a um crescente uso de dispositivos móveis que permitem interagir e até monitorar informações sobre pulsações ou hidratação.

Outro visionário, o físico Michio Kaku, do City College de Nova York, afirma que avançamos até um mundo onde haverá cercas magnéticas no asfalto da rodovias para facilitar a condução e roupa inteligente que alertará imediatamente a uma ambulância em caso de acidente, enviando dados sobre nosso estado de saúde.

Os tablets – ainda que existam com muitas limitações – estrearam em janeiro, quando a Apple apresentou seu iPad. Alguns especialistas acreditam que os tablets poderão acabar com os ultraportáteis, com os livros eletrônicos e com os reprodutores de música, pelo menos como dispositivo de entretenimento.

Segundo a consultora Gartner, este no foram vendidos 19,5 milhões de tablets e essa cifra se triplicará em 2011. O sistema tem feito surgir os primeiros jornais concebidos para os tablets e inúmeros serviços, desde os que permitem localizar um telefone celular perdido ou roubado até o que reconhece um texto plagiado.

A dependência dos serviços e a perspectiva de que todos os dados sejam armazenados em bancos por grandes companhias tecnológicas, faz surgir temores pela segurança da informação e a perder o controle sobre a mesma. “O problema não é o Big Brother (Grande Irmão) – o Governo que sabe de tudo”, disse Kaku em uma entrevista este ano ao diário La Vanguardia. “O problema é o ‘Pequeno Irmão’ – os crimes virtuais, os vizinhos. Temos de criar um software para proteger nossa privacidade. Ainda não existe porque não há demanda, mas no futuro as pessoas ficarão cansadas de crimes virtuais e pagarão para proteger seus correios eletrônicos e sua privacidade”.

No entanto, há os que acreditam que os sistemas GPS e de "nuvens" vão acabar controlando a vida de todos, seja pelas mãos do governo ou de empresas privadas. Atualmente, uma provedora já sabe todos os gostos do internauta, onde ele vai, o que ele compra, onde ele escreve, sua ideologia, seus interesses e fraquezas, se tem familiares, filhos, animais de estimação e onde eles vão ou que lugares frequentam, concordam os sociológos e antropólogos. A facilidade alcançada pelo uso da web também tornou as pessoas vulneráveis ao assédio para o consumo e ao controle ideológico.

Enquanto os governos alertam para o excessivo conhecimento dos gostos pessoais em mãos de empresas privadas, as mesmas dizem a mesma coisa do governo. No fundo, as duas instituições tentam armazenar o maior número de informações pessoais dos usuários da web a fim de vender perfis para o consumo ou controlar focos de oposição.

Ainda em 2010 avançou muito o interesse pelo carro elétrico, por decisão das empresas em investir nesse segmento, e de governos - como o da China e do Japão - que aprovaram subsídios para compra. Ou ainda da Espanha que promoveu a compra desse tipo de veículo dentro da União Européia.

Este ano também apareceram as TVs com imagens em três dimensões, alguns sem a necessidade de óculos especiais.

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